À ESPERA DE DEUS

Deus, Deus de todos nós, Deus do Universo, Deus das Criaturas, Deus da humanidade dolorosamente sofrida, pecadora.

Deus, prostrados estamos à espera dos Vossos desígnios e não os percebemos no choro silencioso do irmão ao nosso lado.

Prostrados estamos à espera dos Vossos desígnios e não atentamos para as lágrimas doloridas da mãe que pede pão para o filhinho faminto.

Prostrados que estamos à espera dos vossos desígnios, fechamos as portas do nosso coração ao companheiro de tarefa que nos pede consolo ou braço amigo para continuar a caminhada.

Prostrados que estamos à espera dos vossos desígnios, fechamos os olhos às dores e ao ranger de dentes que nos cercam em todas as partes, em todas as esquinas, em todos os lares.

Em pleno planeta expiatório, Senhor, aqui estamos prostrados aos vossos pés, estamos à margem do caminho com os braços a dizer: Senhor, acolhe-me, dá-me tua mão.

Sem perceber, Senhor, que amparados já em vosso colo, o Senhor faz por nós aquilo que egoisticamente nos negamos a fazer por nossos irmãos.

(Pelo Espírito Marrieth Ramkeshisty, psicografia de Lucileide Malaguth Colares)